sábado, 2 de abril de 2011

Também quero ser vaporizada.Desaparecer como se nunca tivesse existido.Conseguem imaginar isso?Sumir.Seus ossos viraram pó.Suas palavras foram perdidas para sempre.Nem os seus pais lembrarão de você.Nada vai restar.Nada. Sabe,até hoje nunca tive um momento de extrema insanidade.Aqueles momentos em que realmente não temos mais perspectivas,em que morremos e depois voltamos.Do inferno ao céu.Do céu ao inferno.Tenho medo do futuro.Não gosto de certas projeções.Quanto mais os anos passam,menos os vejo.Vocês tem a mesma sensação?Nossa,como eles escapam cada dia mais rápido.Parece uma chuva de verão.Começa do nada,devagar,sorrateira até virar uma tempestade,um caos.De repente acalma numa mansidão quase palpável.E some.Morre.Que droga,quero tocá-la!
Não estou falando de assunto algum.Chega de previsões.Escrevo ao leo,sem caminhos,sem rumos,não estou ligando para as regras.Pelo menos aqui. Quero rasgar algo.O tempo passa rápido.Agonia-me muitas vezes.Não sei se faço o certo.Não sei se estou me sabotando.Estou me enganando.Desespero-me por não saber minhas próprias respostas.Até onde vai meu auto-conhecimento?Ah,que engraçado.Nem isso sei.
É senhores,o tempo escorre e não sei nada de mim.
Tenho uma venda em meus olhos.Meu futuro está por trás dela.Debato-me por ter que aceitar,não posso vê-lo!Mas que bela injustiça.É algo à meu respeito,devia saber.Sou cega.Minhas ações estão em um vendaval.Não sei que direção as coisas vieram,mas vieram.Todas embrulhadas em um pacote.Estou com ele na mão e simplesmente não sei.Não sei se tenho isso em meus pensamentos.Não sei se idealizei uma personalidade que não existe em mim.Que,na verdade,nunca há possuí.Minha própria ideologia corrompeu-me?É fácil tangenciar o que queremos.O difícil é olhá-lo de frente e saber que é exatamente aquilo que queremos.
Quero tocá-la.Droga.
Rafa Bernardino

domingo, 13 de março de 2011

As vezes dá vontade de controlar a mente alheia.Sabe todas aquelas coisas que você pensa durante horas,mas que podem ser ambiguas?Então,certeza que a pessoa vai entender exatamente da maneira na qual queria que não compreendesse. Deve ser esse o motivo para tantos e tantas não se abrirem.Pra quê?A partir do momento que suas palavras estão ao vento não há mais nada que possa ser feito.A não ser esperar a leitura -torcendo que seja interpretada certa - da máquina pensante alheia.Pode coisa mais injusta? Eu fico aqui e ali.Penso e entendo o que quero dizer.Por que as outras pessoas não!?Ah,não quero mais brincar disso. Você entendeu o que quis dizer,né?! Rafa Bernardino

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

O destino realmente está de sacanagem.
O que será que ele anda planejando,em?Quer confrontar o quê?Quem?
O meu problema é observar demais.Penso demais.Ruim.
Sinto-me como Lancelote!Não quero ser colocada a prova de novo.
O laço talvez não esteja tão preso pra aguentar dessa vez.E definitivamente não estou disposta a testar.
Salve-se.Por favor.
Rafa Bernardino
Não tem aqueles momentos em que não sabemos o que pensar?
Estou nesse momento.Ótimo!Eu só queria uma resposta certa.
Rafa Bernardino

sábado, 6 de novembro de 2010

Acredito nas duas faces.Existe a verdade nessa história?Um não vê o mundo do outro.Como pode passar tão despercebido a alma de ambos?Será o amor mesmo cego?E onde está o amor se lhe tampam a alma?Talvez,algo.Cinza no cinza.Agora.
Rafa Bernardino

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Saudade.

Sinto saudade.Sou tão boçal que não me colo.Oh,que sina será essa?Tudo no qual achava ser a grande verdade para mim misturou-se ainda mais,em cores mais sublimes.Minha tela está borrada,entretanto com tons vivos,desafiadores,imensos.Nada sei dessa existência,meu grande ouvinte.A cada segundo de estar só me pego em mais confusões.
Ah,mas há de ter esperança.O mundo não é esse ninho que você mostrou.É maior,mais bonito,terno e elegante também.Óh,trás a elegância e refino trato dos antigos bailes ingleses do século XVIII.Sublime presença. Minha espirituosidade está nos calcanhares,pela primeira vez,de verdade,sinto saudade.Esta palavra que só existe em uma lingua,tão complexa que não há tradução cabível.Que saudossismo senhores,que saudossismo... Porém,como dizem as sábias profecias do poeta Caetano Veloso: ''...Mas não tem revolta não Eu só quero que você se encontre Ter saudade até que é bom É melhor que caminhar vazio A esperança é um dom Que eu tenho em mim Eu tenho sim Não tem desespero não Você me ensinou milhões de coisas Tenho um sonho em minhas mãos Amanhã será um novo dia Certamente eu vou ser mais feliz.''
Rafa Bernardino

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Momentos são pequenas peças que formam grandiosas histórias.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Corrente.

Não vejo o que você mostra.Não gosto do que me ensina.Não anseio pelo mesmos objetivos.Não sou você.
Estou cansada.Não só eu,mas alguns que estão a volta.Será que eles não veêm o que andam fazendo?Só sabem falar de casas,apartamentos,quem passou,quem não passou,o que comprou,o sucesso supremo.Ah!Que saco.Sabem curtir a vida por acaso?Vivem algo emocionante?Não são o que realmente passam pela mente.Então porque não deixam os outros viveram o que quiserem?
Pessoas fracas com suas ideologias,não?O capitalismo pegou em cheio.Longe de mim falar como se eu fosse a rainha do socialismo.Nada disso.Apenas,e a vida? O que você é de alma?O que gosta de fazer além de falar da vida alheia? Ou será que tudo engolhiu-os tão rápido que nem eles mesmo sabem o que são?
É,complicado.Tenho vontade de rasgar algo.Guardo muito do que acho pra mim.Não sei se isso é tão ruim,mas também não é bom.Meu alicerce de antigamente já não é mais meu chão.Ando bem obrigado,sem ele.Isso me surpreende,pois nunca achei isso ser possível.Sou bem mais forte do que a meses atrás.Qual terá sido o milagre?
Ando sozinha,comigo mesma.Estou completamente feliz assim.Nunca pensei em dizer isto,mas com meus sinceros repreendimentos,queria que não mudasse.
Inferno de corrente.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Incompleto.

Terça-feira : 08:30.
As vezes os dias me cansavam.Estava na eterna procura.Sentia-me desta maneira.Ao longo de minha breve passada pelo mundo dos vivos,vi que estava incompleta.Talvez a espera de um avassalador amor ou de uma profissão satisfatória.A questão era trabalhada por meu espírito de várias formas,porém ainda havia o que preencher.
A proporção que a idade aproximava,vinha em mesma intensidade a mudança de meus hábitos.A juventude primitiva era extrema de desagradável.Todo nosso futuro era rabiscado.Ninguém sabia quem era quem.E isso me deprimia no auge da adolescência.Graças a qualquer santo, que em algum momento pedi,os tempos mudaram.A revanche da história que sempre desejei,veio com total entrega à mim.Transformei-me em outra pessoa.Tudo fora calculado enquanto estive camuflada e naquele instante pude me fazer valer.Um pouco do que sou de alma.
Não evoluia apenas de forma física,mas também de espírito.Minha existência se encontrou de tal maneira no qual o processo parecia irreversível.As circunstâncias colocadas me obrigaram a encarar os inimigos de peito estufado.Ainda vivo essa gangorra parada.Gosto de minha vida atual.Faço coisas da natureza do meu ser.Vejo ela sendo formada a cada pequeno dia e isso me engrandece firmemente.
Sobre a tal procura sem fim,ainda continuo com a mesma sensação.Sei que vou viver coisas magníficas em minha passada.É uma certeza na qual não sei verdadeiramente de onde foi extraída.Apenas sinto ela se aproximando devagar e constante.Do jeito que me é característico.Seja lá o que vier,estarei completa com sua chegada.
Rafa Bernardino.