quarta-feira, 20 de abril de 2011
''(...)Talvez esse sítio não exista.
Talvez seja eu quem não faz falta.
Não sei.
Neste momento, tudo é escuridão e procuro uma luz.
Em vão?
Não sei.
Diz-me tu.''
Rafa Bernardino
Oração ao Tempo - Caetano Veloso
''És um senhor tão bonito Quanto a cara do meu filho Tempo tempo tempo tempo Vou te fazer um pedido Tempo tempo tempo tempo... Compositor de destinos Tambor de todos os rítmos Tempo tempo tempo tempo Entro num acordo contigo Tempo tempo tempo tempo.
Por seres tão inventivo E pareceres contínuo Tempo tempo tempo tempo És um dos deuses mais lindos Tempo tempo tempo tempo.
(...)Peço-te o prazer legítimo E o movimento preciso Tempo tempo tempo tempo Quando o tempo for propício Tempo tempo tempo tempo... ''
Rafa Bernardino
terça-feira, 19 de abril de 2011
"(...) O que mais me intriga e dói na nossa morte, como vemos na dos outros, é que nada se perturba com ela na vida normal do mundo. Mesmo que sejas uma personagem histórica, tudo entra de novo na rotina como se nem tivesses existido. O que mais podem fazer-te é tomar nota do acontecimento e recomeçar. Quando morre um teu amigo ou conhecido, a vida continua natural como se quem existisse para morrer fosses só tu. Porque tudo converge para ti, em quem tudo existe, e assim te inquieta a certeza de que o universo morrerá contigo. Mas não morre. Repara no que acontece com a morte dos outros e ficas a saber que o universo se está nas tintas para que morras ou não. E isso é que é incompreensível - morrer tudo com a tua morte e tudo ficar perfeitamente na mesma. Tudo isto tem significado para o teu presente. Mas recua duzentos anos e verás que nada disto tem já significado. " Vergílio Ferreira em 'Escrever'. Blog ''Da Inquietude'' - Pedro Rapoula.
Rafa Bernardino
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Sinto-me tão oca.Sinto-me tão carregada.Tudo. Rafa Bernardino
domingo, 17 de abril de 2011
Minha mente está tão vazia.Não tenho vontade de fazer nada.Quero dormir,mas isso desgasta tanto.Não consigo fechar os olhos sem pensar.Eles estão doendo.Não quero mais remoer,não quero pensar.não quero.Deixe-me viver.Estou agonizando.Não consigo ser a mesma.O que fiz de errado?Por que me abandonou?Tudo se desfez sem cortesia,eu não existo mais.
Nunca estive pior.
Rafa Bernardino
sábado, 2 de abril de 2011
Também quero ser vaporizada.Desaparecer como se nunca tivesse existido.Conseguem imaginar isso?Sumir.Seus ossos viraram pó.Suas palavras foram perdidas para sempre.Nem os seus pais lembrarão de você.Nada vai restar.Nada. Sabe,até hoje nunca tive um momento de extrema insanidade.Aqueles momentos em que realmente não temos mais perspectivas,em que morremos e depois voltamos.Do inferno ao céu.Do céu ao inferno.Tenho medo do futuro.Não gosto de certas projeções.Quanto mais os anos passam,menos os vejo.Vocês tem a mesma sensação?Nossa,como eles escapam cada dia mais rápido.Parece uma chuva de verão.Começa do nada,devagar,sorrateira até virar uma tempestade,um caos.De repente acalma numa mansidão quase palpável.E some.Morre.Que droga,quero tocá-la!
Não estou falando de assunto algum.Chega de previsões.Escrevo ao leo,sem caminhos,sem rumos,não estou ligando para as regras.Pelo menos aqui. Quero rasgar algo.O tempo passa rápido.Agonia-me muitas vezes.Não sei se faço o certo.Não sei se estou me sabotando.Estou me enganando.Desespero-me por não saber minhas próprias respostas.Até onde vai meu auto-conhecimento?Ah,que engraçado.Nem isso sei.
É senhores,o tempo escorre e não sei nada de mim.
Tenho uma venda em meus olhos.Meu futuro está por trás dela.Debato-me por ter que aceitar,não posso vê-lo!Mas que bela injustiça.É algo à meu respeito,devia saber.Sou cega.Minhas ações estão em um vendaval.Não sei que direção as coisas vieram,mas vieram.Todas embrulhadas em um pacote.Estou com ele na mão e simplesmente não sei.Não sei se tenho isso em meus pensamentos.Não sei se idealizei uma personalidade que não existe em mim.Que,na verdade,nunca há possuí.Minha própria ideologia corrompeu-me?É fácil tangenciar o que queremos.O difícil é olhá-lo de frente e saber que é exatamente aquilo que queremos.
Quero tocá-la.Droga.
Rafa Bernardino
domingo, 13 de março de 2011
As vezes dá vontade de controlar a mente alheia.Sabe todas aquelas coisas que você pensa durante horas,mas que podem ser ambiguas?Então,certeza que a pessoa vai entender exatamente da maneira na qual queria que não compreendesse.
Deve ser esse o motivo para tantos e tantas não se abrirem.Pra quê?A partir do momento que suas palavras estão ao vento não há mais nada que possa ser feito.A não ser esperar a leitura -torcendo que seja interpretada certa - da máquina pensante alheia.Pode coisa mais injusta?
Eu fico aqui e ali.Penso e entendo o que quero dizer.Por que as outras pessoas não!?Ah,não quero mais brincar disso.
Você entendeu o que quis dizer,né?!
Rafa Bernardino
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
O destino realmente está de sacanagem.
O que será que ele anda planejando,em?Quer confrontar o quê?Quem?
O meu problema é observar demais.Penso demais.Ruim.
Sinto-me como Lancelote!Não quero ser colocada a prova de novo.
O laço talvez não esteja tão preso pra aguentar dessa vez.E definitivamente não estou disposta a testar.
Salve-se.Por favor.
Rafa Bernardino
Não tem aqueles momentos em que não sabemos o que pensar?
Estou nesse momento.Ótimo!Eu só queria uma resposta certa.
Rafa Bernardino
sábado, 6 de novembro de 2010
Acredito nas duas faces.Existe a verdade nessa história?Um não vê o mundo do outro.Como pode passar tão despercebido a alma de ambos?Será o amor mesmo cego?E onde está o amor se lhe tampam a alma?Talvez,algo.Cinza no cinza.Agora.
Rafa Bernardino
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