domingo, 13 de março de 2011
As vezes dá vontade de controlar a mente alheia.Sabe todas aquelas coisas que você pensa durante horas,mas que podem ser ambiguas?Então,certeza que a pessoa vai entender exatamente da maneira na qual queria que não compreendesse.
Deve ser esse o motivo para tantos e tantas não se abrirem.Pra quê?A partir do momento que suas palavras estão ao vento não há mais nada que possa ser feito.A não ser esperar a leitura -torcendo que seja interpretada certa - da máquina pensante alheia.Pode coisa mais injusta?
Eu fico aqui e ali.Penso e entendo o que quero dizer.Por que as outras pessoas não!?Ah,não quero mais brincar disso.
Você entendeu o que quis dizer,né?!
Rafa Bernardino
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
O destino realmente está de sacanagem.
O que será que ele anda planejando,em?Quer confrontar o quê?Quem?
O meu problema é observar demais.Penso demais.Ruim.
Sinto-me como Lancelote!Não quero ser colocada a prova de novo.
O laço talvez não esteja tão preso pra aguentar dessa vez.E definitivamente não estou disposta a testar.
Salve-se.Por favor.
Rafa Bernardino
Não tem aqueles momentos em que não sabemos o que pensar?
Estou nesse momento.Ótimo!Eu só queria uma resposta certa.
Rafa Bernardino
sábado, 6 de novembro de 2010
Acredito nas duas faces.Existe a verdade nessa história?Um não vê o mundo do outro.Como pode passar tão despercebido a alma de ambos?Será o amor mesmo cego?E onde está o amor se lhe tampam a alma?Talvez,algo.Cinza no cinza.Agora.
Rafa Bernardino
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Saudade.
Sinto saudade.Sou tão boçal que não me colo.Oh,que sina será essa?Tudo no qual achava ser a grande verdade para mim misturou-se ainda mais,em cores mais sublimes.Minha tela está borrada,entretanto com tons vivos,desafiadores,imensos.Nada sei dessa existência,meu grande ouvinte.A cada segundo de estar só me pego em mais confusões.
Ah,mas há de ter esperança.O mundo não é esse ninho que você mostrou.É maior,mais bonito,terno e elegante também.Óh,trás a elegância e refino trato dos antigos bailes ingleses do século XVIII.Sublime presença.
Minha espirituosidade está nos calcanhares,pela primeira vez,de verdade,sinto saudade.Esta palavra que só existe em uma lingua,tão complexa que não há tradução cabível.Que saudossismo senhores,que saudossismo...
Porém,como dizem as sábias profecias do poeta Caetano Veloso:
''...Mas não tem revolta não
Eu só quero que você se encontre
Ter saudade até que é bom
É melhor que caminhar vazio
A esperança é um dom
Que eu tenho em mim
Eu tenho sim
Não tem desespero não
Você me ensinou milhões de coisas
Tenho um sonho em minhas mãos
Amanhã será um novo dia
Certamente eu vou ser mais feliz.''
Rafa Bernardino
terça-feira, 19 de outubro de 2010
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Corrente.
Não vejo o que você mostra.Não gosto do que me ensina.Não anseio pelo mesmos objetivos.Não sou você.
Estou cansada.Não só eu,mas alguns que estão a volta.Será que eles não veêm o que andam fazendo?Só sabem falar de casas,apartamentos,quem passou,quem não passou,o que comprou,o sucesso supremo.Ah!Que saco.Sabem curtir a vida por acaso?Vivem algo emocionante?Não são o que realmente passam pela mente.Então porque não deixam os outros viveram o que quiserem?
Pessoas fracas com suas ideologias,não?O capitalismo pegou em cheio.Longe de mim falar como se eu fosse a rainha do socialismo.Nada disso.Apenas,e a vida? O que você é de alma?O que gosta de fazer além de falar da vida alheia? Ou será que tudo engolhiu-os tão rápido que nem eles mesmo sabem o que são?
É,complicado.Tenho vontade de rasgar algo.Guardo muito do que acho pra mim.Não sei se isso é tão ruim,mas também não é bom.Meu alicerce de antigamente já não é mais meu chão.Ando bem obrigado,sem ele.Isso me surpreende,pois nunca achei isso ser possível.Sou bem mais forte do que a meses atrás.Qual terá sido o milagre?
Ando sozinha,comigo mesma.Estou completamente feliz assim.Nunca pensei em dizer isto,mas com meus sinceros repreendimentos,queria que não mudasse.
Inferno de corrente.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Incompleto.
Terça-feira : 08:30.
As vezes os dias me cansavam.Estava na eterna procura.Sentia-me desta maneira.Ao longo de minha breve passada pelo mundo dos vivos,vi que estava incompleta.Talvez a espera de um avassalador amor ou de uma profissão satisfatória.A questão era trabalhada por meu espírito de várias formas,porém ainda havia o que preencher.
A proporção que a idade aproximava,vinha em mesma intensidade a mudança de meus hábitos.A juventude primitiva era extrema de desagradável.Todo nosso futuro era rabiscado.Ninguém sabia quem era quem.E isso me deprimia no auge da adolescência.Graças a qualquer santo, que em algum momento pedi,os tempos mudaram.A revanche da história que sempre desejei,veio com total entrega à mim.Transformei-me em outra pessoa.Tudo fora calculado enquanto estive camuflada e naquele instante pude me fazer valer.Um pouco do que sou de alma.
Não evoluia apenas de forma física,mas também de espírito.Minha existência se encontrou de tal maneira no qual o processo parecia irreversível.As circunstâncias colocadas me obrigaram a encarar os inimigos de peito estufado.Ainda vivo essa gangorra parada.Gosto de minha vida atual.Faço coisas da natureza do meu ser.Vejo ela sendo formada a cada pequeno dia e isso me engrandece firmemente.
Sobre a tal procura sem fim,ainda continuo com a mesma sensação.Sei que vou viver coisas magníficas em minha passada.É uma certeza na qual não sei verdadeiramente de onde foi extraída.Apenas sinto ela se aproximando devagar e constante.Do jeito que me é característico.Seja lá o que vier,estarei completa com sua chegada.
Rafa Bernardino.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Ócio do tempo.
As vezes fico a pensar,porque as coisas são assim?Olhando a rua, algo entristesse.Pessoas com seus enormes bolos de papéis na mão,com seus passos apressados,não ousam olhar para os lados.Sempre com aquele andar rápido.Imitam os outros no modo automático,sem nem mesmo estar com presa.Entretanto,alguém quer ficar para trás?É fato,a época moderna corrói tudo.E o tempo,absorve.
Permito-me comparar com um rio de água calmas.Tudo é leve na parte superior,mais quente,tendo vida e cores.Quando se dirige para as profundezas,torna-se gélido,com pouca biodiversidade e nada que chame atenção.É assim,o tempo que se vive hoje.Superficialmente inútil,com suas exigências macabras,apesar de aparentar leveza e liberdade.Tudo ilusório.Muito controverso dos anos que já se foram.Aqueles onde ''Maria'' era um nome diferente,que mulheres de calça eram rebeldes,que Plutão era um planeta,que cartas eram meios de se comunicar,que os cabelos tinham algo de natural,que festas eram bailes de máscaras e que se podia dormir com a janela destrancada.O tempo em que o superficial estava longe do ideal.
Meu enorme questionamento sobre o ''clic clic'' do relógio está obsoleto.Já passam de uma hora que se cria filosofia nessas linhas.Durante esse período,nasceram e morreram pessoas,sem dúvidas.E também,o homem que estava aqui na rua próxima,pendurou a bandeira para a copa.Quando comecei este texto,ela não estava ali.Por um momento,tudo agora é desesperador.Possuia absolutamente mais células jovens e meu ''futuro passado'' estava definitivamente mais distante.
E por fim,fica-se nesse ócio.As pessoas continuam apressadas e iguais as profundezas do rio.Ou igual ao homem que pendurou a bandeira.Nessa época de hoje,que tudo parece bom,que tudo parece profundo.Todavia,é tão rente que dá aflição.O tempo continua,vai passando por todos.Profundo ou supercial,ele passeia devagar entre a massa.A cada dia,a cada hora,a cada minuto,segundo,miléssimo....
Rafa Bernardino.
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